E. Guigal Hermitage Rouge 2009

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Os leitores que seguem mais de perto minhas postagens já puderam perceber que tenho uma afeição especial pelos vinhos do Vale do Rhône. Este é o quarto vinho dessa região que posto aqui e quantos outros mereceriam esse destaque! E isso tem algumas boas explicações: primeiro, o caráter dos vinhos ali produzidos – desde os mais simples aos mais complexos demonstram a personalidade das uvas cultivadas ao longo do rio Rhône e seus “terroirs” tão especiais e variados. Por isso, você tem vinhos de diferentes tipicidades.

Segundo, é que até os vinhos mais simples entregam uma qualidade que às vezes seus pares de outras regiões francesas (a grandiosa Bordeaux, por exemplo) não conseguem entregar. Um bom exemplo são os Côtes du Rhône Villages. Não custam tanto e alguns chegam a ser elevados à denominação “cru” por sua excepcional qualidade. Fica a dica: vale a pena conhecer mais essa região e garimpar bons vinhos com custo-benefício bem interessante.

E bingo! Hoje trago mais um vinho do Rhône, mais especificamente da Denominação de Origem Controlada Hermitage, o excelente E. Gigual Hermitage tinto 2009.

A localização perfeita dos vinhedos dessa Denominação do Rhône Setentrional é conhecida por sua exposição ao sol, a influência do Mediterrâneo e por ser abrigada dos ventos do norte. Essa harmonia entre os solos e a exposição é perfeita para a Syrah, rainha “rouge” absoluta dos crus da área norte do Rhône. E na AOC Hermitage encontra a expressão perfeita de sua força e finesse, que torna seus vinhos desejados e admirados em todo o mundo.

A denominação também produz vinhos brancos leves e dourados que são caracterizados por notas florais com um toque de baunilha e aromas de nozes dominados por amêndoas torradas. O cru Hermitage pode ainda produzir vinhos de palha incrivelmente raros, feitos a partir das castas brancas da denominação.

O vinho tinto, feito com Syrah, pode conter até 15% das brancas Roussanne e Marsanne, e é de uma cor vermelha rubi profunda. À medida que envelhece, este vinho forte, carnudo e robusto, adquire uma redondeza e flexibilidade surpreendentes. Envelhecendo incrivelmente bem, as melhores safras se tornam mais finas e mais harmoniosas com o tempo, desenvolvendo notas requintadas de violeta, especiarias e groselha.

Os vinhos brancos Hermitage, feitos a partir das castas Marsanne e Roussane, exibem uma maravilhosa cor amarela e são de uma suavidade rara. Eles desenvolvem os aromas cremosos e amanteigados de avelã, pêssego e damasco, e podem até revelar aromas de íris, narciso e tília. Eles podem ser mantidos por décadas.

Os vinhos de palha, por sua vez, são feitos principalmente de vinhas muito antigas de Marsanne, cujas uvas são colhidas no auge de sua maturação. Eles exibem uma cor amarelo-palha profunda e produzem aromas aveludados de nozes, mel e caramelo com um toque de especiaria.

Alguns dos melhores produtores dessa AOC incluem E. Guigal, Jean Louis Chave, Paul Jaboulet Aîné, Chapoutier e a Cooperativa Cave de Tain.

E. Guigal Hermitage 2009

Aromas complexos e intensos com notas de grafite, especiarias, amêndoas, ameixas, tudo em abundância e se modificando a cada instante. No paladar é um tinto rico, suculento, álcool generoso, muito tânico (excelente textura), acidez plena, tudo entrelaçado harmonicamente esbanjando força, concentração e potência com elegância. O resultado é que neste tinto colossal temos a expressão máxima, um exemplo perfeito e acabado da Syrah num grande Hermitage,que irá oferecer prazer nas próximas décadas (Blog do Jeriel.com)

 

 

 

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